sábado, 21 de fevereiro de 2009

Raio X da crise: patrimônio em jogo no Fla

Com bens penhorados, clube busca soluções para evitar perdas maiores

Um dos reflexos da crise financeira que o Flamengo atravessa pode ser observado na questão patrimonial. Atualmente, a maior parte dos bens que o clube possui está comprometida por penhoras e execuções fiscais. Mesmo assim, o panorama ainda poderia ser pior se não fossem algumas medidas tomadas.

O Flamengo possui, hoje, quatro patrimônios importantes: a sede da Gávea, o Morro da Viúva, o Ninho do Urubu e os direitos econômicos de jogadores. Existe um quinto elemento, a mansão de São Conrado, que também entra nesse pacote.

Os bens rubro-negros têm algo em comum. Com exceção dos atletas, os outros estãoempéssimas condições de conservação.

A Gávea, por exemplo, é um terreno cedido ao Fla para exploração esportiva e está caindo aos pedaços. O Morro da Viúva também (leia mais abaixo). O Ninho do Urubu, que nem pavimentação tem, está penhorado por dívida que o Consórcio Plaza cobra.

Mesmo assim, o Flamengo conseguiu reavaliá-los.

– Fizemos uma avaliação dos ativos em 2005. O Morro, que estava avaliado em R$ 16 milhões, foi reavaliado em R$ 60 milhões. O terreno do CT pulou de R$ 3 milhões para R$ 16 milhões. Com essas e outras ações importantes conseguimos fazer com que o patrimônio, que era de R$ 139 milhões negativos, em 2002, diminuísse para R$ 44 milhões negativos – explica José Carlos Dias, vice de finanças de 2004 a 2008.

Já sobre os direitos econômicos de jogadores, o clube também exalta seu esforço, apesar de essas aquisições representarem um percentual considerável de despesas no orçamento.

– Hoje o Flamengo tem um time muito melhor do que o de 2004. Tivemos uma evolução patrimonial considerável – afirma Kléber Leite, que avalia o atual elenco em 40 milhões de euros, cerca de R$ 121 milhões.

Fonte: Rodrigo Benchimol RIO DE JANEIRO

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